EXU-MIRIM NUNCA ENCARNOU E NÃO FOI MENINO DE RUA
A afirmação do título pode chocar muita gente que já viu Exu-Mirim incorporar e afirmar ter sido “moleque de rua” em outras vidas. E se formos pensar assim os Erês seriam as crianças “boazinhas” enquanto os Exus-Mirins ficariam com o posto de trombadinhas. A concepção remonta um histórico de incorporações infelizes em sua compreensão e inflamada de mistificações. O comportamento grosseiro, desleixado e vulgar se tornou uma praxe em muitos terreiros e ao mesmo tempo que chamava a atenção de quem passava pela consulência, também trazia muitas dúvidas quanto a sua origem e o propósito de sua manifestação. Pai Alexandre Cumino fala sobre essas concepções no estudo Pombagira e Exu-Mirim e levanta a questão dizendo não haver caridade em uma versão que entende Exu-Mirim como alguém que desencarnou ainda criança em razão da vida desgraçada que teve e por isso obriga-se a trabalhar como Exu no pós-vida. ...